• 1. Como saber se preciso de um ortodontista?

    Apenas seu ortodontista poderá determinar se você poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico. Com base em alguns instrumentos de diagnóstico que incluem um histórico médico e dentário completo, um exame clínico, moldes de gesso de seus dentes, fotografias e radiografias especiais, o ortodontista poderá decidir se a ortodontia é recomendável e desenvolver um plano de tratamento adequado para você.
    Se você apresenta algum dos problemas abaixo, pode ser um candidato para o tratamento ortodôntico:

    Sobremordida – Nesses casos os dentes anteriores superiores recobrem quase 100% dos dentes inferiores, conferindo um sorriso desagradável e problemas mastigatórios. Os dentes inferiores podem, inclusive, estar tocando no palato e na gengiva do arco superior.
    Mordida cruzada anterior – Quando a arcada inferior está projetada muito à frente ou a arcada superior se posiciona muito atrás.
    Mordida cruzada – Ocorre quando a arcada superior não fica ligeiramente à frente ou para fora da arcada inferior ao morder normalmente.
    Mordida aberta – Espaço entre as superfícies de mordida dos dentes anteriores e inferiores quando em oclusão.
    Desvio de linha mediana – Ocorre quando o centro da arcada superior não está alinhado com o centro da arcada inferior.
    Diastema – Falhas, ou espaços, entre os dentes como resultado de dentes ausentes ou dentes que não preenchem a boca.
    Apinhamento – Ocorre quando existem dentes demais para se acomodarem na arcada dentária pequena.

    Como funciona um tratamento ortodôntico eficaz?

    Diversos tipos de aparelhos, fixos ou móveis, são utilizados para ajudar a movimentar os dentes e alterar o crescimento maxilar e mandibular. Estes aparelhos aplicam uma leve pressão nos dentes e ossos maxilares. O diagnóstico é que irá determinar qual o procedimento ortodôntico mais adequado e eficaz.

  • 2. O que são implantes dentários?

    Implantes dentários são suportes ou estruturas de metal (normalmente de titânio) posicionadas cirurgicamente no osso maxilar abaixo da gengiva para substituir as raízes dentárias. Uma vez colocados, permitem ao dentista montar dentes substitutos sobre eles.
    Por serem integrados ao osso, os implantes oferecem um suporte estável para os dentes artificiais. Próteses parciais e totais montadas sobre implantes não escorregarão nem mudarão de posição na boca, um grande benefício durante a alimentação e fala. Esta modalidade de prótese é chamada “prótese sobre implante” e confere ao paciente mais segurança em todas as funções bucais proporcionando uma situação mais natural do que pontes ou dentaduras convencionais.
    Para receber um implante, é preciso ter gengivas saudáveis e ossos adequados para sustentá-lo. Você também deve comprometer-se a manter estas estruturas saudáveis. Uma higiene bucal meticulosa e visitas regulares ao dentista são essenciais para o sucesso, a longo prazo, de seus implantes.
    Os implantes são, em geral, mais caros que outros métodos de substituição de dentes e a maioria dos convênios não cobrem seus custos.
    O implante ósseo integrado é fixado por meio cirúrgico diretamente no osso maxilar. O período da osseointegração (integração ao osso) leva em média 4 a 6 meses dependendo da região que recebe o implante. Após este período, uma segunda cirurgia é necessária para ligar o implante ao meio bucal, nesta fase o cirurgião dentista remove a gengiva que está recobrindo o implante e finalmente, um dente artificial (ou dentes) é conectado ao implante, individualmente, ou agrupado em uma prótese que pode ser de dois tipos:
    Prótese Protocolo: — é uma prótese total implanto-suportada e que é fixada sobre 4 a 8 implantes em média. Este tipo de prótese é parafusada e retirada apenas pelo seu dentista. É uma prótese que confere boa estética e é uma ótima opção para quem pretende fugir da dentadura. O único inconveniente é que este tipo de prótese é mais difícil de ser higienizada pois todos os dentes são conectados entre si, exigindo bastante cuidado do paciente.
    Prótese Overdenture: — é uma prótese total removível sobre implante. Este tipo de prótese exige menos implantes e é confeccionada em resina. Esta prótese é como uma dentadura, porém, tem um encaixe em uma barra que conecta os implantes à prótese, conferindo a esta mais estabilidade e retenção. Esta prótese pode ser retirada pelo paciente, o que torna o higienização facilitada.

  • 3. O que é placa bacteriana?

    É um espaço reduzido de cerca de 01 a 03mm de profundidade entre a gengiva e o dente, onde se aloja a placa bacteriana. Esta placa é um biofilme aderido à superfície do dente que é melhor removido sob ação mecânica – escovação e uso de fio dental e escovas interdentais. A placa bacteriana aumenta cresce com a adesão de bactérias e resíduos alimentares.

    Os produtos da dieta dissolvidos na saliva e os resíduos do metabolismo destas bactérias, e as próprias bactérias acabam por afetar a gengiva, causando uma inflamação, conhecida por gengivite. Os sintomas da gengivite são gengiva vermelha, inchada, dolorida e sangramento.
    O tártaro é a placa bacteriana acumulada e mineralizada, camada endurecida que adere ao dente, resultado de uma má higiene bucal e da reação com a saliva. Depois de formada, somente o dentista pode retirá-la, cabendo ao paciente apenas a prevenção através de boa higiene bucal.

  • 4. Como evitar a gengivite?

    Para evitar a gengivite recomenda-se a correta escovação dos dentes e gengivas, uso do fio dental, ou escovas interdentais, sempre após as refeições.
    Uma vez já instalada a gengivite, indica-se um exame periodontal para um diagnóstico correto da enfermidade. Os tratamentos mais frequentemente usados são a remoção da placa e tártaro (placa bacteriana mineralizada) em sessões de profilaxia dental, instrução de higiene oral individualizada e consulta de manutenção periódica.
    Após o tratamento local temos o restabelecimento da saúde gengival de 7 a 21 dias. A gengivite pode também ter influência de fatores sistêmicos como diabete, distúrbios hormonais, imunológicos dentre outros.
    O importante é a disciplina na escovação diária e visitas de manutenção periódica ao dentista. As pastas são coadjuvantes na escovação, mas o tempo dedicado e a orientação também são importantes.
    Sempre que a gengiva sangra ela está doente. Neste local onde ocorre o sangramento deve-se intensificar e aprimorar o uso do fio dental e a técnica correta de escovação.

  • 5. O que é a periodontite?

    A periodontite é uma inflamação que vai além da gengiva, alcançando o subjacente, o ligamento periodontal e o cemento radicular, formando a bolsa periodontal, ou seja, um espaço entre a gengiva e o dente, maior que 3 milímetros de profundidade, e que acarreta a perda óssea. Uma vez destruído o osso, e principalmente o ligamento periodontal, dificilmente vamos conseguir a regeneração destes tecidos.
    A consequência da periodontite, quando deixada sem tratamento, pode ser a perda do elemento dental, mobilidade dental, sensibilidade dental, abscessos, espaços aumentados (diastemas) entre os dentes, modificação na estética do sorriso, e várias consequências com relação à oclusão.

  • 6. Como evitar a periodontite?

    A causa principal da periodontite, assim como na gengivite, é o acúmulo de placa bacteriana entre a gengiva e o dente.

    Alterações sistêmicas como a diabetes podem influir na marcha de progressão da doença.
    O fumo e o stress também são coadjuvantes, contribuem para uma maior perda de sustentação em periodontites ativas e não tratadas.
    As características nem sempre são perceptíveis, principalmente no início, e somente o exame clínico e radiográfico poderão identificar a doença.
    Os tratamentos são feitos através da remoção da causa por raspagem, alisamento e polimento dos dentes, ou seja, uma eficiente profilaxia dental, com orientação ao paciente em como escovar corretamente seus dentes, sempre após as refeições. De acordo com os resultados do tratamento, são estabelecidas visitas periódicas ao periodontista, para diagnosticar e evitar a recolonização bacteriana, eliminando a recidiva da doença. Cabe lembrar que todos os dias novas bactérias se fixam em nossos dentes.
    Portanto, o diagnóstico precoce e higiene oral aprimorada, são as principais armas que temos para evitar a inflamação e progressão da periodontite.

  • 7. Você entendeu o que é doença periodontal?

    A doença periodontal, cujo fator etiológico primário é a placa bacteriana, é uma das grandes responsáveis pela perda de dentes em adultos e pode também provocar alterações gengivais como a gengivite em praticamente toda a população, onde a higiene oral não está adequada.
    Denomina-se gengivite a inflamação da gengiva que contorna os dentes. Afetam adultos e crianças atingindo grande parte da população.
    As características clínicas principais são sangramento da margem gengival ao escovar os dentes ou espontaneamente, vermelhidão, edema e mudança de textura (flacidez) da gengiva. A causa principal é o acúmulo demasiado de bactérias (placa) entre a gengiva e o dente. A gengivite causa desconforto, sangramento e mau hálito.
    Se a gengivite persistir por longos períodos, meses ou anos, poderá evoluir para uma periodontite que tem como principal dano a perda de suporte dos dentes, podendo evoluir até a perda dos dentes.

  • 8. Como funcionam as próteses fixas ou pontes fixas?

    A prótese fixa pode ser recomendada se você tiver perdido um ou mais dentes. Falhas deixadas por dentes ausentes podem fazer com que os dentes remanescentes girem ou se movam para os espaços vazios, resultando em uma mordida errada.
    Elas preenchem o espaço onde não há dentes e podem ser cimentadas aos dentes naturais ou a implantes próximos ao espaço vazio. Estes dentes, chamados de pilares, servem de âncoras para as pontes. Um dente substituto denominado pôntico é soldado às coroas que revestem os pilares. E todo esse conjunto pode ser recoberto com uma camada de cerâmica, altamente estética, combinando com os dentes naturais.

  • 9. O que se sabe sobre a síndrome da boca ardente?

    A síndrome da boca ardente (SBA) é um problema complexo que causa moléstias na boca, nos lábios e na língua. É um distúrbio doloroso crônico caracterizado por queimação, picadas e/ou comichão na cavidade oral, na ausência de qualquer doença orgânica. A maioria dos casos da SBA ocorre em adultos de média idade ou maiores, mas pode aparecer em qualquer idade. Mais de 90% dos pacientes com SBA são mulheres no período peri e pós menopausa. O sintoma chave da SBA é uma sensação ardente na língua, nos lábios, na garganta, nas gengivas ou no palato. E pode ser acompanhada de disgeusia (alteração do paladar) e xerostomia (boca seca). Muitas pessoas apresentam uma sensação na boca como se tivessem estado em contato com água fervendo. Algumas pessoas com a SBA também informam acerca de dor ou sabor metálico na boca.
    Ainda se desconhece a causa exata da SBA, e os investigadores propõem algumas causas possíveis, incluindo mudanças associadas com a menopausa, deficiências da nutrição, dano nervoso e infecções orais. Algumas pessoas referem que a dor ardente na boca persiste durante anos.
    Muitas pessoas com a SBA podem encontrar certo alívio ao consultar-se com um médico ou dentista para determinar com exatidão a causa da SBA e logo tratar esses sintomas. Por exemplo, se seu médico ou dentista determina que a SBA ocorre por causa da candidíase oral, o tratamento com um medicamento antifúngico pode aliviar o problema. Se as causas forem deficiência nutricional ou fatores psicológicos, então as respostas podem ser suplementos vitamínicos ou medicação ansiolítica.
    Alguns casos de SBA são causados por anemia devido à deficiência vitamínica, que pode causar mudanças no aspecto da língua, se não for tratada. Sem importar como a SBA se desenvolve ou como é tratada, assegure-se de seguir uma rotina regular de cuidado oral com escovação dos dentes três vezes ao dia e o uso de fio dental, para manter a boca sempre saudável. Evite os enxágues bucais com base alcoólica, pois eles podem irritar a condição patológica.

  • 10. Como algumas doenças podem ser diagnosticadas por sintomas bucais?

    • Aids: como a doença afeta o sistema imunológico, alguns sinais ou lesões são produzidos na boca por bactérias, fungos e vírus, como inflamações na gengiva, uma placa branca nas laterais da língua, ferimentos na mucosa interna das bochechas, da língua, da gengiva, das amígdalas e dos lábios.
    • Bulimia: é comum o bulímico provocar o vômito intencionalmente para esvaziar o estômago. Esse procedimento traz o ácido clorídrico para a boca, causando destruição dos tecidos dentários e produzindo lesões na mucosa bucal.
    • Câncer: vários tipos de tumores malignos podem ter manifestações na boca, dentre os quais a leucemia e o linfoma, que produzem o aumento do tamanho da gengiva e é acompanhado de lesões, como verrugas, típicas do HPV bucal, que podem desencadear o tumor.
    • Cirrose hepática: podem surgir lesões na boca como bolhas, erosões e placas. O palato e a região embaixo da língua ficam pálidas. Outra manifestação que o dentista pode detectar é a forte halitose, mau hálito,conhecida como odor hepático.
    • Diabetes: não há lesões orais específicas que possam induzir o dentista a suspeitar de diabetes, a não ser o hálito cetônico característico da doença, cujo odor se assemelha ao de frutas envelhecidas.
    • Infarto do miocárdio: não apresenta lesões nem sintomas no âmbito da cavidade oral, porém, tem como um dos indícios uma dor irradiada na mandíbula, que pode levar o paciente a procurar o dentista, confundindo-a com dor de dente. Caso a dor não cesse com uma anestesia, é bom que o paciente procure um cardiologista urgentemente.

  • 11. Qual a relação da anorexia nervosa com a Odontologia?

    Anorexia nervosa é um transtorno alimentar em que a pessoa fica obcecada pela ideia do emagrecimento e passa a se privar de alimentos. A pessoa deixa de comer porque acredita estar gorda e acaba emagrecendo muito, ficando com o peso abaixo do mínimo normal. Mesmo magra, a pessoa acredita que está com o peso acima do normal. Qualquer ganho de gramas apavora e gera angústia. Esse distúrbio pode provocar modificações no organismo e nas funções fisiológicas. As mulheres, por exemplo, que são as mais atingidas pela anorexia, podem até ter seu ciclo menstrual interrompido por causa da falta de alimentação. A anorexia costuma estar ligada à depressão, boca seca, recusa em comer perto de outras pessoas, grande sensibilidade ao frio devido ao baixo índice de gordura no corpo, perda da resistência óssea que pode provocar osteoporose, pele manchada ou amarelada, perda de memória e pensamento lento e confuso, perda da gordura corporal e consequente desgaste dos músculos.
    Outra característica dos anoréxicos é que eles podem exagerar na prática de exercícios físicos para perder peso mais facilmente ou para compensar a ingestão de alimentos.
    O tratamento para a anorexia nervosa começa desde o momento em que a pessoa que sofre de tal distúrbio é convencida do mesmo, isso ocorre porque mais de 90% das pessoas negam que sofram do referido distúrbio alimentar e o tratamento acaba sendo, muitas vezes, começado após a doença já se encontrar em um estágio grave. O objetivo principal do tratamento é fazer com que a pessoa comece a recuperar o seu peso ideal e para isso são desenvolvidos diversos programas com uma equipe médica, como aumentar o número de atividades sociais e reduzir a quantidade de atividade física. Em casos onde o quadro seja muito grave é necessário realizar a internação do paciente em um hospital, mesmo que por um pequeno espaço de tempo, porém, a maior parte do tratamento é realizada com diferentes tipos de terapias.
    Em alguns casos o uso de medicamentos é aconselhado, pois podem auxiliar os pacientes durante o tratamento. Os medicamentos devem ser receitados por médicos especialistas, e o paciente nunca deve se auto medicar antes de consultar um médico.

  • 12. O que é reimplante de um dente?

    É quando o dente é deslocado do local onde o dente está fixado no osso por um trauma acidental ou intencional. O reimplante dental é o ato de recolocar esse dente novamente no alvéolo. Estudos demonstram que 13% a 39% dessas lesões estão relacionadas ao esporte, sendo assim, a atividade desportiva é uma das causas mais comuns de traumatismos dentários. O dente deslocado do seu alvéolo deve ser transportado pelo paciente com uma proteção úmida em soro fisiológico, água, leite ou ainda na própria saliva do paciente. E o dentista deverá colocar esse dente, imediatamente, na sua posição original, e fixá-lo corretamente. Mesmo que o dente venha sem essa proteção úmida, o mesmo deve ser reimplantado – como proteção psicológica para o paciente e sua família. O tempo de permanência do dente fora do alvéolo está diretamente relacionado com o sucesso da manobra. Deverá ser considerado um trabalho psicológico favorável de aceitação quanto à perda do elemento traumatizado.

  • 13. Quais são os novos limites de consumo do açúcar?

    As novas diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) reduziram o consumo de açúcares livres para um patamar inferior a 10% das calorias ingeridas diariamente. No Brasil, esse valor é de 15,7%, em média, do valor calórico da dieta. O recomendável seria utilizar, no máximo, 25 gramas de açúcar por dia, o que equivale a 06 colheres de chá, ou seja, 10 quilos/ano por pessoa. A dificuldade para se atingir essa meta é que boa parte dos açucares está escondida em alimentos ultra processados, como refeições prontas, temperos, sucos industrializados e refrigerantes, além daquela quantidade que já está incluída em sua rotina doméstica.
    A ingestão elevada de açucares livres é preocupante por estar associada à baixa qualidade do regime alimentar, à obesidade a ao risco de contração de doenças como a cárie.

  • 14. Como relacionar ingestão de açúcar com cárie?

    As gôndolas dos supermercados oferecem infinidades de produtos com açúcares. Para chegar até o caixa, passamos por corredores cheios de balas, chocolates, biscoitos, refrigerantes, sucos: todos cariogênicos. Além do consumo excessivo, o que pode piorar a situação é a frequência do açúcar na boca. O ideal é que se consuma o açúcar de uma só vez ou no máximo 03 vezes ao dia. E é de supra importância que se efetue uma higienização dos dentes de alta qualidade após a ingestão de qualquer açúcar.

  • 15. Alguns substitutos do açúcar podem provocar cáries?

    Há substitutivos naturais do açúcar que são menos agressivos ao organismo, mas que também podem provocar cáries se consumidos em excesso. O melaço de cana e o açúcar mascavo apresentam praticamente o mesmo valor calórico que o açúcar refinado, porém seu valor nutricional é superior porque fornecem cálcio, magnésio, manganês, fósforo, ferro e potássio. O mel também possui um valor adicional, principalmente por ser um alimento menos industrializado. Recentemente, surgiram 02 produtos substitutos do açúcar: o açúcar da palma do côco e a calda de agave. Porém, os benefícios de seu consumo ainda estão sendo estudados.

  • 16. Quais são os adoçantes mais indicados?

    Dentre os adoçantes, os mais indicados para o preparo de doces, são a estévia e a sucralose.

  • 17. As frutas podem substituir os doces?

    Alguns trabalhos acadêmicos mostram que quanto maior o consumo de frutas, menor é a procura por alimentos doces. Dessa forma, a inclusão de frutas no cardápio, por exemplo, no café da manhã, lanches ou sobremesa, é uma medida eficaz de redução do consumo de açúcar refinado. As frutas causam menos cáries do que a sacarose (açúcar tradicional). Porém, é necessário efetuar uma excelente escovação dos dentes após a ingestão de frutas, pois as mesmas possuem um açúcar chamado frutose.

  • 18. Como a halitose ou mau hálito se comporta?

    Existem 04 grupos de indivíduos em relação à halitose:
    a. Os que têm halitose e não sabem
    b. Os que têm halitose e não se preocupam
    c. Os que têm halitose, sabem que têm e se preocupam
    d. Os que não têm halitose e acreditam que têm
    Mais de 90% dos casos de halitose têm origem na cavidade bucal, o que torna o dentista, o profissional de escolha para diagnosticar e tratar o mau hálito. O perfil psicopatológico e alterações comportamentais de pacientes com queixa em ter halitose são aspectos de grande relevância clínica para o tratamento da halitose, principalmente, a fobia social, chamada de transtorno de ansiedade social (TAS). Sendo assim, o tratamento do mau hálito requer não apenas o tratamento regular do mesmo, mas também a atenção para a fobia social.
    O tratamento da halitose tem como objetivo essencial restabelecer um hálito agradável bem como a segurança do paciente. Deve-se observar a saúde bucal desse paciente, eliminando-se cáries, restaurações deficientes, próteses mal adaptadas, e principalmente, reeducando esse paciente quanto a uma técnica de escovação correta e eficaz, sempre acompanhada do correto uso do fio dental. É de suma importância saber que a saburra ou biofilme lingual é a causa mais frequente e relevante da halitose, por isso, é fundamental utilizar uma técnica de limpeza da língua e produtos que propiciem os melhores resultados possíveis. Sempre usar um limpador de língua com cerdas em uma face da ponta ativa e aresta raspadora na outra face, usar também, spray para limpeza da língua e enxaguatório bucal.

  • 19. Qual a verdade sobre erosão dentária?

    A erosão dentária é a perda ou desgaste de estrutura dental devido a um processo químico de ácidos frequentemente presentes na cavidade bucal. Nesse caso não existe o envolvimento de microorganismos. Esses ácidos podem ser de origem extrínseca, como alimentos ( frutas ácidas e/ou cítricas, tempero de saladas, vinagre, limão, aceto balsâmico, catchup, mostarda, maionese, etc), bebidas( normais e light/diet) e medicamentos. Já o ácido de origem intrínseca é o ácido gástrico que advém do estomago em pacientes que apresentam anorexia, bulimia nervosa e problemas gastroesofágicos como o refluxo. Para se prevenir a erosão dentária deve-se evitar o consumo excessivo de alimentos ácidos, principalmente entre as refeições. Se os consumir, deve-se realizar um bochecho com água para tirar o ácido da boca, e escovar os dentes nos horários convencionais.

  • 20. O que devo saber sobre clareamento de consultório (clareamento a laser) e clareamento de autoaplicação supervisionado (clareamento caseiro)?

    O clareamento dental é um dos procedimentos estéticos mais requisitados no consultório odontológico. Os agentes clareadores são, na sua maioria, à base de peróxido de hidrogênio ou seus precursores. Este tratamento clareador é bem indicado para pacientes que apresentam dentes escurecidos ou estão insatisfeitos com a coloração dos mesmos. As alterações de cor decorrentes da idade, canais atrésicos, calcificação distrófica da polpa, casos leves de fluorose dental e de pigmentações causadas pela ingestão de tetraciclina costumam ter bom prognóstico. O clareamento dental não deve ser realizado em crianças menores de 13 anos, gestantes, lactantes, pessoas que tenham alergia à peróxido de carbamida ou hidrogênio e pacientes que estejam em tratamento de doenças graves. Além disso, são fatores limitantes do tratamento: gengivite, doença periodontal, restaurações extensas e fumantes inveterados.
    Existem 02 tipos de tratamento clareador: clareamento de consultório(laser) e clareamento caseiro supervisionado pelo dentista. No clareamento de consultório utiliza-se peróxidos de hidrogênio de 25% a 35% ou peróxido de carbamida de 35% a 38%. São concentrações mais altas e por menos tempo, uma a duas seções de consultório. Após a proteção dos tecidos moles, aplica-se o gel nos dentes, e utiliza-se fontes de Led e/ou laser sobre esse gel para potencializar o efeito do mesmo.
    No clareamento caseiro supervisionado usa-se peróxido de carbamida de 10% a 22% ou hidrogênio de 1,5% a 10%. O produto é aplicado pelo próprio paciente dentro de moldeiras individuais por pelo menos duas semanas.
    Nos 02 casos deve-se evitar a ingestão de alimentos e bebidas com corantes durante a realização do tratamento e após a finalização dos mesmos.
    O tratamento clareador só age sobre os dentes e não sobre restaurações e próteses dentais.
    O clareamento de dentes vitais tem sido associado à hipersensibilidade trans e pós-tratamento clareador. A grande maioria dos géis clareadores já contém em sua fórmula substâncias dessensibilizantes, para resolver o problema em quase sua total plenitude.
    Analisadas as necessidades e riscos para cada caso, cabe ao dentista escolher a melhor técnica ou associação de técnicas e produtos a serem utilizados, visando, sempre, o melhor resultado.

  • 21. Qual a relação entre as condições bucais e a qualidade de vida dos pacientes?

    Várias condições bucais têm causado impacto físico, psicológico e social na qualidade de vida de crianças, adolescentes, adultos e idosos. As doenças bucais podem afetar a alimentação, o sono, a fala, a comunicação, a interação social e a autoestima dos indivíduos, acarretando dificuldades nas suas atividades diárias e trazendo como consequência prejuízos à qualidade de vida.
    Geralmente, os principais problemas bucais que são alvos de atenção na infância e adolescência são cárie dentária (dor e perda dentária), traumatismo dentário (desconforto físico e psicológico) e má-oclusão (estética dental e aceitação social). Esses problemas podem repercutir negativamente na qualidade de vida de crianças e adolescentes.
    As populações adulta e idosa também sofrem impacto das alterações bucais. A perda dentária está diretamente associada com o aumento da idade, assim como, a localização e a distribuição dos dentes perdidos. Lesões cariosas e doença periodontal também causam um impacto negativo na vida desses indivíduos. Espera-se para o ano de 2040 que a população acima de 60 anos supere um bilhão de pessoas. A conservação de dentes naturais contribui para a qualidade de vida dos idosos em geral, promovendo um sentimento de conquista e orgulho e a sensação de autonomia e independência.

  • 22. A ansiedade do responsável pela criança interfere no atendimento odontológico dessa criança?

    É relevante a influência dos responsáveis sobre a ansiedade odontológica da criança. Portanto, a ansiedade própria do responsável, as características do consultório e/ou do profissional são fatores que influenciam a ansiedade do responsável pela criança em tratamento odontológico. Geralmente, os responsáveis mais ansiosos acham que suas crianças ficam ansiosas ao irem ao odontopediatra. Sendo assim, o odontopediatra deve atuar de forma conjunta, abordando pais e/ou responsáveis para um tratamento tranquilo e resolutivo. Faz-se recomendável conhecer não somente os fatores causadores de ansiedade no paciente odontopediátrico, mas também no responsável, e a percepção do mesmo sobre a ansiedade da criança.

  • 23. Qual o papel da osteoporose na Odontologia?

    A osteoporose caracteriza-se por perda óssea e deteriorização dessa arquitetura óssea com maior suscetibilidade a fraturas.
    A osteoporose pode ser encontrada na maxila e mandíbula, influenciando diversos procedimentos odontológicos, tais como: implantes dentais, pacientes edêntulos, reabsorção óssea alveolar pós-extração dental, alterações periodontais ou agravamento de problemas preexistentes, podendo levar ao aparecimento de mobilidade dentária e perdas dentárias. A perda óssea bucal pode estar relacionada com a perda óssea sistêmica. A doença causa redução do trabeculado ósseo e do osso cortical, fato que pode ser visualizado por uma radiografia panorâmica.
    Muitas vezes o paciente desconhece a existência da doença, e é o dentista que levanta a suspeita diagnóstica através de exame radiográfico odontológico, com posterior encaminhamento para um atendimento médico que solicita uma densitometria óssea.

  • 24. A toxina botulínica pode ser aplicada na Odontologia?

    A toxina botulínica é uma proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum, causadora do botulismo, e vem sendo amplamente utilizada em Medicina para fins estéticos (rugas e linhas de expressão) e para tratamento de diversas doenças(torcicolos, estrabismo, suor excessivo, enxaqueca, fibromialgia). A toxina botulínica atua na contração muscular, reduzindo seu tônus. Com o passar do tempo há um retorno gradual à função muscular completa.
    Na Odontologia seu uso aplica-se ao sorriso gengival, assimetria do sorriso, bruxismo, hipertrofia do músculo masseter, disfunções da ATM, sialorreia, etc. O tempo de duração do efeito dessa ação é variável e depende do próprio paciente, da dose, dos músculos atingidos e da ação que se espera. Quanto maior a atividade muscular, menor o tempo de duração do efeito. Após a aplicação, o início da ação observa-se em 3 a 7 dias, com efeito máximo em 10 a 15 dias. Geralmente dura de 04 a 06 meses. É um procedimento seguro e eficaz, mas pode-se observar algumas reações adversas dependendo da localização, quantidade aplicada e do profissional. Está contraindicada às gestantes e lactantes, aos pacientes com hipersensibilidade à toxina botulínica, à lactose e à albumina e portadores de doenças neuromusculares e autoimunes.
    É importante ressaltar que o dentista deve estar devidamente habilitado para tal função, e que a finalidade, dentro da Odontologia, é terapêutica, buscando melhorias na qualidade de vida dos pacientes.

  • 25. O que fazer quando a prótese total ou dentadura está sem retenção ou estabilidade?

    O ideal é trocá-la. As dentaduras têm uma vida útil de 5 anos, desde que anualmente se faça um reembasamento (substituição de sua base). Se não o fizer, a prótese poderá traumatizar a gengiva e o osso.

  • 26. Como fazer a higiene bucal do paciente com dificuldade motora?

    Muitas doenças como o AVC, doença de Alzheimer, artrites, o mal de Parkinson, causam dificuldades motoras graves, que podem impedir uma correta limpeza dos dentes. Podemos lançar mão de vários recursos, conjuntamente, como escovas elétricas, escovas com empunhadura aumentada, jatos de água intermitente, bochechos com antissépticos, restrição da dieta com potencial cariogênico e treinamento dos cuidadores e familiares.

  • 27. Quando começar a higienizar a boquinha dos bebês?

    Desde os primeiros dias de vida, e sempre após cada amamentação. Utiliza-se gaze embebida em água filtrada para higienizar toda a boca do bebê.

  • 28. Chupetas são prejudiciais para as crianças?

    A chupeta é usada para acalmar os bebês. Elas não são proibidas, mas devem ser bem escolhidas. As “ortodônticas” são as melhores e devem ser usadas apenas na hora de dormir, preferencialmente.

  • 29. Quando as crianças devem escovar os dentes sozinhas?

    Quando apresentarem destreza suficiente para realizar a escovação. Normalmente, ao redor de 7 anos de idade.

  • 30. Os “dentes de leite” podem precisar de tratamento de canal?

    Sim, pois os “dentes de leite” possuem raízes e polpa como os dentes permanentes. Quando indicado o tratamento, este deve ser feito. Uma das funções do dente decíduo é manter o espaço para o dente permanente que o substituirá.

  • 31. Os “dentes do siso” precisam ser extraídos?

    Não, somente quando não existir espaço para eles erupcionarem ou estiverem em posição irregular, podendo até prejudicar o dente vizinho.

  • 32. O que muda na boca com o envelhecimento?

    Diversas são as mudanças que ocorrem com o envelhecimento em todo o organismo. Na boca podemos notar que:
    o As mucosas ficam mais sensíveis e finas.
    o As colorações dos dentes podem mudar.
    o Pode ocorrer a diminuição da quantidade de saliva, geralmente devido a efeitos colaterais de medicamentos causando a secura na boca, conhecida como xerostomia.
    o Diminuição na percepção dos sabores o que pode levar ao alto consumo de temperos na alimentação e agravar problemas como diabetes e pressão alta.

  • 33. O que é retração gengival?

    A retração gengival é a migração da gengiva e provoca a exposição da raiz do dente. Ela pode ser causada por diversos fatores, sendo os mais comuns: bruxismo, fricção exagerada com a escova, movimentação ortodôntica, inflamação da gengiva causada pela placa bacteriana, posição alta dos freios labiais, pouca espessura do osso que recobre a raiz dos dentes, entre outros.

  • 34. O que é tártaro?

    É a placa bacteriana endurecida pela precipitação dos sais minerais na saliva. Tal como na placa bacteriana, no tártaro existe uma abundante presença de bactérias. Para eliminar o tártaro é necessário que se realize uma limpeza pelo dentista. A remoção do tártaro faz-se hoje com o recurso ao ultrassom. O uso do ultrassom aplicado à remoção de cálculo dentário é sem dúvida uma grande descoberta na odontologia; é um método indolor que rapidamente elimina o tártaro ou cálculo dentário, e consequentemente a gengivite e a reabsorção óssea.